segunda-feira, 24 de julho de 2017

Focaccia [bimby]

Há tempos que queria experimentar fazer uma Focaccia em casa. Quando me cruzei com esta receita marquei-a logo. Não sei porque é que ainda esperei dois meses antes de a fazer, pois é bastante simples e saborosa.

Focaccia [bimby]
(adaptada de Continente magazine nº80 p.54)

Ingredientes:

500g de farinha sem fermento tipo 55
7g de fermento seco (1 saqueta)
250gde água
80 g de azeite + q.b. para untar
pitada de sal + sal q.b. para polvilhar
alecrim q.b.


Preparação:

Colocar no copo todos os ingredientes (exceto o alecrim) e programar 2min. e 30 segundos, vel. Espiga.
Deixar repousar 1h.
Untar um tabuleiro de forno com azeite e estender a massa com as mãos (altura máx. 2cm).
Fazer buracos com a ponta dos dedos, pincelar com azeite* e polvilhar com sal e alecrim.
Levar ao forno pré-aquecido a 200ºC durante 15 minutos.

*na receita original, pincelam com azeite apenas depois de retirar do forno. Eu prefiro assim, mas fica a nota.





terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Bolinhas de pão integral com sementes [bimby]

Que saudades do pão caseiro!

A juntar-se à minha ausência na cozinha nos últimos tempos, a máquina do pão decidiu falecer. Assim, há alguns meses que não sentia este cheirinho bom a sair da cozinha. Mas hoje foi dia de por mão na massa! Quer dizer, mais ou menos, porque a bimby deu uma ajudinha ;)

Bolinhas de pão integral com sementes [bimby] 
(receita adaptada daqui)

Ingredientes (para 12 bolinhas):

400g de farinha integral
100g de farinha de trigo normal
1 saqueta de levedura seca
1 colher de sopa de azeite
Sal q.b.
300ml de água + 250ml de água fria para o tabuleiro do forno
4 colheres de sopa de sementes (usei uma mistura de sementes de sésamo, girassol e linhaça)


Preparação:

Colocar no copo a água, o sal e o azeite e programar 2min., Temp.37º, vel. 2.

Juntar metade das farinhas e o fermento. Programar 8seg., vel6.

Juntar a restante farinha e as sementes e programar 2min., vel. Espiga.

Deixar levedar cerca de 45min.

Pré-aquecer o forno a 210ºC.

Fazer bolinhas (opcional: pincelar com um pouco de água e acrescentar sementes em cima a gosto) e colocar na grelha para ir ao forno.

Baixar o forno para os 200ºC, colocar a grelha com o pão no meio e um tabuleiro com 250ml de água fria no nível mais baixo (ajuda a crosta do pão a ficar mais estaladiça)

Deixar o pão cozinhar cerca de 15 minutos até ficar dourado.









Então e o regresso?

Pois é, que raio de regresso foi este em que voltei a desaparecer logo de seguida?!

Agora sim, sinto-me mais à vontade para explicar porque é que não era a melhor altura para fazer grandes mudanças na minha alimentação e também porque é que voltei a desaparecer...

Estou grávida, a chegar a meio da gestação :)

Se esta se torna claramente numa das melhores alturas para termos uma alimentação saudável, por outro lado é uma fase tão delicada que não queria correr riscos de fazer algum disparate e faltar algum nutriente.

Eu sei que é perfeitamente possível ter uma alimentação vegetariana saudável para a mãe e para o bebé, mas uma vez que ainda me encontrava numa fase de descoberta, de transição, achei por bem aguardar mais uns meses (fortemente aconselhada a isso também pela médica que me acompanha e pelo pai da criança...) antes de fazer alterações substanciais.

Mas, ironia do destino, tive (tenho) muitas náuseas e vómitos e há alguns alimentos que se tornaram insuportáveis comer (e mesmo cozinhar): peixe e carne! Faço um grande esforço para mantê-los na alimentação e tenho de recorrer a truques como comer carne picada à bolonhesa (com muito molho de tomate!) para disfarçar o sabor. Quanto mais simples estiverem cozinhadas, pior. Tenho comido mais lacticínios para compensar, mesmo sentindo os seus efeitos adversos (se bem que agora mais disfarçados - náuseas, barriga "inchada", dificuldades no trânsito intestinal, falta de energia são o dia-a-dia da maioria das grávidas...). Conclusão, como carne e peixe algumas vezes por semana, mas a minha alimentação é maioritariamente vegetariana porque é o que consigo comer.

Acabei por já falar um pouco na razão que levou ao meu desaparecimento. Tive sintomas muito intensos nos primeiros meses de gravidez e praticamente deixei de cozinhar. Não conseguia pôr os pés na cozinha: ou estava extremamente mal disposta ou estava... a dormir! Por isso, simplesmente não tinha conteúdo para registar e partilhar.

Agora começo, finalmente, a entrar no clima cor-de-rosa do segundo trimestre de gravidez, em que me sinto com mais energia, evitando os alimentos que me agoniam já não enjoo tanto e sinto cada vez mais que o bebé que vem a caminho é mesmo real, com as cócegas que me faz na barriga.

Ontem já experimentei uma receita nova para o jantar! Mas não registei o que fiz, por isso partilho quando a repetir :)

Conto vir aqui a este cantinho com mais frequência a partir de agora.

Obrigada a quem se manteve desse lado e seja bem-vindo quem chegou agora :)


segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Guisado de couve e feijão com batata doce

Atualmente não compro muitos livros, mas volta e meia vem parar um de culinária cá para casa. Motivada pelas receitas do novo livro que chegou e pela couve-kale que tinha comprado um dia destes, este foi o jantar de ontem. Aprovado (pelos dois!).

Guisado de couve e feijão com batata doce
(adaptado de As Delícias de Ella - Todos os dias, Ella Woodward p.189)

Ingredientes (para 2 pessoas):

3 batatas doce pequenas
azeite q.b.
sal e pimenta q.b.
100g de couve-kale
1 dente de alho grande
1 tomate seco cortado em pedacinhos (por mim punha mais, mas o Z. não é fã)
200g de polpa de tomate
1 lata de feijão-260g escorrido (usei feijão manteiga)
1 c. chá de tahini
1 c. chá de vinagre de sidra
1 pitada de flocos de malagueta

Preparação:

Aquecer o forno a 180.º C.
Cortar as batatas em gomos ou palitos e colocá-las num tabuleiro com um pouco de azeite e uma pitada de sal.
Deixar cozinhar e virá-las a meio da cozedura.
Quando faltarem uns 15min para as batatas ficarem prontas (o tempo que demoram depende do forno, da quantidade e tamanho das batatas...), começa-se a preparar o resto do guisado.
Retirar as folhas da couve (deitei o caule fora - dá para usar em alguma coisa?).
Misturar a polpa de tomate com o tahini e o vinagre de sidra.
Fritar o alho num pouco de azeite e juntar a couve. Saltear uns minutos, mexendo sempre (fica bem mais verde!)
Juntar os tomates secos e os outros ingredientes.Temperar com sal e pimenta.
Cozinhar cerca de 10min até a couve estar macia.
Servir com a batata-doce assada.









quarta-feira, 12 de outubro de 2016

O Regresso

Eu sei que já não ponho os pés aqui desde agosto. E mesmo em relação aos outros blogs culinários, tenho ido espreitar aqui e ali, mas não tenho seguido como habitualmente. E porquê?

Tenho andado a arrumar a cabeça e a gerir frustrações. 

Devido a algumas complicações de saúde  nos últimos meses (ano?) dediquei-me mais à alimentação e ao impacto que ela tem em mim. Em agosto, depois da experiência do detox do açúcar e com mais tempo disponível, vi alguns documentários relacionados com a alimentação que provocaram um turbilhão de emoções (destaco Cowspiracy sobre a relação consumo de produtos animais/ambiente, o Forks Over Knives sobre a relação com a saúde - também ouvi falar do Earthlings, sobre os abusos aos animais, mas não tive coragem de ver). 




Já tinha partilhado aqui como não sou a maior fã de carne -  se como muitas refeições seguidas, o meu corpo "rejeita-a" naturalmente (cai-me mal, enjoo, etc.). Também já há algum tempo é claro para mim que os lacticínios me fazem mal (este blog começou precisamente depois da minha "vida sem lactose"). 

Mas, honestamente, não tinha a ideia de como o consumo de produtos animais é tão nocivo (para a nossa saúde, para o ambiente e, obviamente, para os animais!). Sabia que havia muita coisa errada, mas não a verdadeira dimensão da coisa. A vontade de me tornar vegan (não apenas no que à alimentação diz respeito) não é recente. Contudo, o marketing, o "efeito avestruz" em que não vemos o que não queremos ver, as pressões sociais, as dúvidas sobre carências de nutrientes acabaram por ir adiando essa decisão. 

Agora que estou mais informada sinto mesmo essa necessidade de mudança de estilo de vida, mas infelizmente não a posso fazer como gostaria.

Devido a algumas condicionantes que tenho no momento (daqui a uns tempos posso falar melhor sobre isso), não posso fazer essa mudança de um dia para o outro nem mesmo a curto prazo. E isso fez o meu Tico e o meu Teco entrarem em conflito. Não me apetecia ir para a cozinha, nem ir às compras (dei comigo a chorar no meio do corredor dos leites e ovos a lembrar-me do que tinha lido/visto sobre o tema; passar na zona do talho/peixaria é horrível). É que isso me obriga a tomar consciência da minha quota parte de participação na crueldade e destruição que agora sei claramente que existe...

Mas acho que finalmente começo a chegar a acordo comigo mesma: preciso de fazer essa mudança com calma, respeitando as circunstâncias em que estou. 
Vou certamente aumentar a introdução de refeições vegetarianas/vegan na minha alimentação e, naturalmente, isso irá reflectir-se por aqui. 

Hoje fiquei super entusiasmada quando encontrei legumes que não costumava ver tão acessíveis - cenouras coloridas e couve kale - à venda num dos supermercados habituais  Fiquei com vontade de experimentar coisas novas.

Por isso, estou de volta para registar e partilhar o que vai saindo aqui da cozinha.



segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Esparguete cremoso com alho-francês e pimento

Tal como um bom prato de massa, é simples e rápido de se fazer (mas suja um bocadinho de loiça...não se pode ter tudo).

Esparguete cremoso com alho-francês e pimento
(ideia daqui)

Ingredientes (para 2 ou 3 pessoas):

200g de esparguete
1 alho-francês
1/2 pimento vermelho
1/2 chávena de leite de soja (ou creme de soja)
orégãos secos q.b.
sal q.b.
água q.b.


Preparação:

Cortar o alho-francês em rodelas finas e o pimento em cubos pequenos.
Cozinhá-los numa frigideira com um pouco de água (1 ou 2 c. de sopa) e uma pitada de sal até ficarem macios (cerca de 5 min).
Reservar metade.
(nesta altura ponho o esparguete a cozer em água e sal)
Colocar a outra metade dos vegetais num recipiente, juntar o leite, uma pitada de sal e triturar até ficar com um molho homogéneo.
Juntar o molho e o esparguete ao alho-francês e pimento reservados e levar ao lume um ou dois minutos até ficar tudo bem envolvido.
Adicionar os óregãos e já está.












sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Água aromatizada com limão e gengibre

Tinha por casa este bule, que até recentemente serviu apenas para fazer chá. Lembrei-me que lhe podia dar outro uso, sobretudo agora no verão: fazer águas aromatizadas!

Água aromatizada com limão e gengibre

Ingredientes:

Gengibre q.b. (usei 2 rodelas)
Limão q.b. (usei 3 rodelas cortadas em quartos)
Água q.b. (até encher)

Preparação:

Colocar o gengibre e o limão dentro do cestinho (nem vale a pena tirar os caroços) e cobrir com água. Pode ser bebido logo, mas o sabor fica mais intenso depois de algumas horas e, na minha opinião, é melhor se estiver fresco.